Cada aluno que chega em sala de aula, traz
dentro de si uma bagagem, algum tipo de conhecimento que sempre deve ser levado
em conta, qualquer que seja a disciplina a ser trabalhada. Ao invés de
descartar o conhecimento que o aluno já tenha, o educador deve buscar dar
sentido a esse conhecimento e oferecer desafios que possam amplia-los. Estes
desafios podem ser apresentados de forma simples, por exemplo: “Até que número
você sabe contar?” Este tipo de pergunta faz o aluno perceber a satisfação do
adulto, e esforça-se para mostrar aquilo que ele já aprendeu.
Desde cedo as crianças começam a adquirir
conhecimento sobre os números, e á medida que seus desafios aumentam, aparecem
muitas dúvidas, mas sempre deve haverá aprendizado, e esse aprendizado é um
pouco lento e vem em fases.
1ª Fase: Aproximação Global e
Recitação Oral: A criança começa a aprender números
isolados, designando quantidades, e este aprendizado é construído com pedidos
simples do professor: “traga-me quatro lápis; pegue três folhas de papel; use
cinco cores”, etc. Há muitos meios de fazer esse tipo de exercício dentro da
sala de aula: na chamada, na idade, na quantidade de colegas da turma, enfim, e
o aluno aos poucos vai dando significado a essas palavras que representam
quantidades.
Em seguida aprende os números ordenados, na
sua sequência lógica, e nessa fase de organização dos nomes dos números o
professor não deve ainda questionar ao aluno se um é maior ou menor que dois,
se dez é maior que oito... Não deve tentar com que o aluno faça comparações. O
conhecimento da sequência numérica vai se modificando de acordo com as
competências do aluno. A listagem dos números torna mais fácil o aprendizado da
ordem certa dos números, assim como contar, recitar os números, contar de dois
em dois, de dez em dez, e de frente para traz.
Com a listagem dos números o aluno tem a
representação do símbolo do número, e descobre ainda que número vem antes e
depois de cada um, aprenderá a ler o número de forma global. É importante o
professor trabalhar essa leitura global com o aluno enfatizando quantas vezes
for preciso que o número seis vem depois do cinco, que o cinco vem antes do
seis, e assim por diante. O registro escrito permite ao aluno uma imagem mental,
associando a representação concreta e o resultado efetivo. O professor pode
ampliar essa visão do aluno sugerindo que ele veja qual a distância entre os
números e perceba que os números são infinitos.
Algumas crianças conseguem ler um número
quando o vê na tabela, mas não conseguem quando se deparam com o número
isolado, então é necessário que o professor trabalhe com o aluno de modo que este possa repetir a escrita
do número muitas vezes até que o número possa ser lido sem a tabela, o
professor deve fazer com que o aluno tenha curiosidade de escrever o número.
2ª Fase: Aspecto Algorítmico da
Escrita: Nesta fase a
criança adquirirá consciência da organização da sucessão numérica escrita,
através de situações que favoreçam a junção de número com leitura e escrita,
explorando e discutindo a análise das escritas. Esta fase se inicia na educação
infantil, mas é no Ensino Fundamental que adquire toda sua importância. Somente
quando a criança usa a relação de inclusão
é que inicia o processo de construção do conceito de número.
3ª Fase: Agrupamento de dez
em dez: Esta fase
evidencia os agrupamentos de dez em dez, para que o aluno possa compreender que
os números mudam o seu valor de acordo com a sua posição, por exemplo: o número
1 do 10 não tem o mesmo valor que o 1 do 21. O aluno do 2º ano poderá
compreender dezenas e unidades de números de até três algarismos, porém não com
exercícios formais, mas com situações em que sintam necessidade de verificar esse
agrupamento, pedindo por exemplo que o aluno separe 250 balas em pacotes com 10
balas cada. O professor pode estimular o aluno com atividades como colecionar
10 elementos de qualquer objeto, por meio de fichas, etc.
Todos esses aprendizados são adquiridos de
forma lenta e requer um bom trabalho com muita estimulação, e a aprendizagem
plena se dá quando o aluno concretiza o cálculo
mental. O professor deve sempre lembrar que é dever seu oferecer
oportunidades para que o aluno possa avançar com sucesso.
Elaine Pontes 5° NA Pedagogia
RA 6821484575
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